Em busca do bem-estar

Em busca do bem-estar

A vida moderna trouxe facilidades ao homem, encurtando distâncias, ampliando a acessibilidade à tecnologia, disseminando conhecimento. Em contrapartida, gerou comodismos e também deixou a agenda de muitos invariavelmente lotada. Mudou a relação das pessoas com os produtos e serviços consumidos, bem como a percepção deles em relação aquilo que pode ser considerado um artigo de luxo.

Para muitos, arrumar um tempinho para a prática de atividades físicas, viajar, passear com os filhos no parque ou mesmo para uma simples caminhada sem rumo pelo bairro onde mora virou preciosidade, sobretudo nos grandes centros urbanos. E isso implica diretamente na qualidade de vida.

Pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral, intitulada "O que tira o seu sono”, entrevistou 1.211 executivos das 500 melhores e maiores empresas do País, segundo o ranking da revista Exame. A questão do equilíbrio entre família e emprego relacionada ao bem-estar desponta como o item mais citado. Ela é uma preocupação de 31% dos entrevistados.

Para José Alberto Ogata, presidente da Associação Brasileira da Qualidade de Vida (ABQV), viver bem envolve as dimensões física (cuidar do nosso corpo, ter boa alimentação, fazer exames periódicos, praticar exercícios de maneira regular), emocional (ter bom humor, evitar o estresse, saber lidar com os altos e baixos da carreira), social (lidar bem com os amigos e família, além de resolver conflitos de maneira sempre positiva) e até mesmo espiritual (buscar sentido na vida e nas coisas que se faz).

"Estudos da Universidade de Yale mostram que pessoas otimistas vivem mais e têm mais saúde. Mas, às vezes, nos esquecemos das regrinhas de conduta e voltamos à velha rotina, fazendo as coisas automaticamente", diz o especialista.

Dicas Importantes
Nem sempre uma dieta balanceada representa garantia de boa saúde, principalmente quando não respeitamos alguns conselhos dos nutricionistas.

Mastigar no mínimo 30 vezes cada garfada é um deles. Proporciona uma melhor digestão e ajuda no aproveitamento dos nutrientes, além de promover maior gasto de energia e uma menor ingestão alimentar.

Há outras regrinhas como dividir a alimentação em três refeições principais e três lanches intermediários, ingerir muito líquido, principalmente água, diminuir a quantidade de açúcar, ingerir fibras para assegurar um bom funcionamento intestinal, fazer as refeições em lugar tranqüilo e sem pressa, e não dormir logo após as mesmas.

Menos sal
Recentemente, outra preocupação tem rondado a cabeça dos consumidores e movimentado a indústria alimentícia: a quantidade de sódio presente nos alimentos processados. Após o surgimento do diet e do light, dos orgânicos, dos fabricados com zero por cento de gordura trans, agora é a vez dos produtos com "menos sal".

O excesso de sódio no organismo pode causar sérios problemas, acelerando o surgimento de casos de hipertensão, ampliando a incidência de enfartos e outras doenças coronarianas. Dados do Ministério da Saúde revelam que 24,4% dos brasileiros já sofrem de pressão alta (47 milhões de pessoas).

"É muito importante a preocupação de todos em propor a diminuição da quantidade de sal nos alimentos processados. Temos que incentivar a indústria a utilizar menos sal ou a descobrir novos conservantes alimentícios que não usem o sódio", opina Luiz Bortolotto, cardiologista do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, e membro da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

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