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Bons hábitos alimentares

Bons hábitos alimentares

10 RECOMENDAÇÕES PARA MELHORAR SUA DIGESTÃO
A Organização Mundial de Gastroenterologia (World Gastroenterology Organization ou WGO) elaborou um guia de recomendações que permitem melhorar a saúde digestiva adotando medidas simples e eficazes. Confira as dicas:
1. Comer com mais frequência e em menor quantidade, sem aumentar a ingestão total de calorias. É preferível comer cinco vezes por dia a fazer duas ou três refeições fartas.
2. Incluir fibras em sua dieta. Aumentar o consumo diário de cereais e legumes, frutas e verduras.
3. Aumentar o consumo de peixes.
4. Reduzir o consumo de alimentos ricos em gordura e de frituras.
5. Consumir alimentos lácteos com fermentos, especialmente probióticos.
6. Incluir na dieta carnes com menor teor de gordura: frango, peru ou cortes mais magros de carne bovina, suína ou de cordeiro.
7. Consumir dois litros de água por dia e reduzir o consumo de bebidas com cafeína, alcoólicas ou açucaradas.
8. Levar o tempo necessário para comer e mastigar bem a comida.
9. Levar um estilo de vida saudável, incluindo exercícios regulares; e não fumar.
10. Manter um índice de massa corporal saudável. Pessoas com problemas de obesidade costumam ter mais desordens digestivas.
Fonte: WGO - World Gastroenterology Organization

ACIDEZ ESTOMACAL E REFLUXO GASTROESOFÁGICO

O que é acidez?
Para alguns, é “como um fogo que arde no peito” ou “como uma dor que queima na boca do estômago”. Para outros, é um “ardor na garganta” ou “uma secreção ácida ou amarga que sobe até a boca”.
Quase sempre aparece ou se agrava com determinadas comidas ou bebidas: pizza, molhos de tomate, doces, álcool, chocolate, doce de leite etc. Outras pessoas mencionam que a acidez aparece ao se agacharem ou quando fazem exercícios.
Algumas têm acidez apenas durante o dia ou depois de comer, outras de dia e à noite, e até podem acordar no meio da noite com uma terrível queimação ou com tosse ou engasgos. O tabaco e alguns medicamentos podem causar ou agravar a acidez.

Por que sofremos de acidez?
Em condições normais, o estômago produz um ácido muito forte, chamado ácido clorídrico. No entanto, ele pode se defender desse ácido porque tem uma camada interna que o protege.
Quando esta camada é enfraquecida, o ácido penetra na parede do estômago e o danifica, produzindo acidez ou dor, que quase sempre se sente “na boca do estômago”.
Entretanto, frequentemente a acidez é produzida por outro mecanismo. O suco gástrico, com seu ácido clorídrico, sai do estômago e sobe até o esôfago. Essa subida do conteúdo ácido é chamada de refluxo gastroesofágico e produzida por uma falha, temporária ou permanente, de uma barreira que normalmente temos na junção do esôfago com o estômago. Essa barreira que impede o refluxo atua como uma válvula que normalmente abre para deixar o alimento passar, mas fecha para evitar o refluxo. O refluxo gastroesofágico é a causa mais comum de acidez no peito, na garganta ou na boca. Ademais, também é possível ter acidez porque o esôfago ou o estômago se irritam por causas infecciosas (fungos, vírus, bactérias), medicamentos ou inflamações agudas ou crônicas.

Devo consultar o médico se tenho acidez?
A maioria das pessoas com acidez não consulta um médico. No entanto, isso é necessário se a acidez ocorre mais de uma vez por semana; se existe há muitos anos, se altera a qualidade de vida, se é acompanhada por dor, tosse crônica, asma, anemia, perda de peso, laringite crônica, erosões nos dentes ou perda de sangue, e se há engasgo com os alimentos depois de engoli-los. O médico definirá exames que determinem o grau em que o tubo digestivo foi afetado. Esses exames deverão ser realizados e encaminhados para um especialista, se oportuno.

Se eu não tratara acidez adequadamente, posso ter complicações?
O dano produzido no esôfago ou estômago pode ser avaliado e tratado adequadamente. Se o tratamento for insuficiente, é possível haver complicações que alterem a qualidade de vida e, depois, ter de empregar recursos terapêuticos mais arriscados.

Atualmente, a acidez pode ser tratada de maneira muito eficaz. Os especialistas dizem que mudanças no estilo de vida podem reduzir a possibilidade de refluxo.
Entre elas:
• Medidas alimentares, que evitam alguns alimentos que causam acidez ou refluxo. Fazer a última refeição do dia duas ou três horas antes de ir dormir.
• Medidas posturais, como elevar a cabeceira da cama. Isso pode reduzir a pressão do ácido e do conteúdo estomacal sobre a válvula.
• Medidas gerais, como perder peso com exercícios e a adoção de uma dieta saudável. Também é importante parar de fumar.
• Antiácidos, protetores da mucosa, medicamentos que aumentam a mobilidade digestiva, bloqueadores parciais e temporários do ácido.
• Cirurgia antirrefluxo, que atualmente é feita por via laparoscópica. Se os sintomas do refluxo persistirem, é necessário consultar um médico para evitar dano ao esôfago. Não há um tratamento ideal universal; cada paciente deverá receber o melhor esquema possível, com a menor possibilidade de efeitos colaterais, e com custo mais razoável.

Fonte: Sociedade Argentina de Gastroenterologia

A acidez crônica é um problema médico em crescimento
Os ataques frequentes de acidez e refluxo são condições médicas reais conhecidas como doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), e estão aumentando. O fator mais constante provavelmente é o aumento de peso e a obesidade. Está comprovado que um leve ganho de peso, de 2 a 4,5 kg, produz um aumento nos sintomas do refluxo. O excesso de peso pode pressionar o estômago, obrigando o ácido a passar da válvula para o esôfago. O problema não é apenas a gordura abdominal evidente nas pessoas obesas ou com sobrepeso, mas também o acúmulo de gordura ao redor dos órgãos internos do corpo, o que contribui para aumentar a pressão sobre o estômago, gerando uma probabilidade muito maior de refluxo.
A dieta também pode provocar ou piorar a DRGE. No entanto, os alimentos colaboram para o refluxo de diferentes formas. No caso da comida gordurosa, a gordura desacelera o esvaziamento do estômago, o que significa que nele há mais material para o refluxo. Os alimentos ácidos, picantes ou com sabores fortes também podem contribuir para o refluxo ao aumentar a quantidade de ácido no estômago. Frutas cítricas ou seus sucos, tomate, hortelã, alho, cebola e chocolate estão entre os piores.

Fontes: Medline plus – doutor Ronnie Fass, professor de Medicina da Universidade do Arizona e chefe de Gastroenterologia do Southern Arizona VA Health Care System, em Tucson, Arizona; doutor Kenneth R. DeVault, presidente de Gastroenterologia da Mayo Clinic Florida, em Jacksonville, Flórida.

GASTROENTERITE
A gastroenterite é uma inflamação da membrana interna do intestino causada por um vírus, bactéria ou por parasitas. É disseminada através de alimentos ou água contaminados e do contato com uma pessoa infectada. A melhor prevenção é lavar as mãos frequentemente. Os sintomas incluem diarreia, dor abdominal, vômito, dor de cabeça, febre e calafrios. A maioria das pessoas se recupera sem tratamento. O problema mais comum com a gastroenterite é a desidratação. Ela ocorre quando não se ingere líquido suficiente para repor as perdas com vômito e diarreia. A desidratação é mais comum em bebês, crianças pequenas, idosos e pessoas com sistema imunológico fraco.

Fonte: NIH: Instituto Nacional de Diabete e Doenças Digestivas e Renais

RECOMENDAÇÕES
Mudanças no estilo de vida podem reduzir a possibilidade de acidez e refluxo.

DOENÇAS DIARREICAS: CHAVES PARA A PREVENÇÃO
As doenças diarreicas são infecções do trato digestivo causadas por bactérias, vírus ou parasitas, cujo principal sintoma é a diarreia – a evacuação, três vezes ou mais por dia, de fezes moles ou líquidas. Há cerca de 20 agentes infecciosos causadores de diarreia, transmitidos normalmente pela via fecal-oral, ou seja, através da ingestão de água ou alimentos contaminados com matéria fecal, ou mediante contaminação direta de mãos ou objetos utilizados diariamente. A diarreia é mais frequente no verão devido ao clima que favorece a disseminação das bactérias que a provoca. Com as altas temperaturas, aumenta o risco de desidratação. Por isso, é importante consultar rapidamente um médico e não se automedicar, já que pode ser sintoma de doenças como o cólera.

A falta de higiene e a ingestão de água ou alimentos contaminados são as vias através das quais essas infecções são adquiridas.
COMO PREVENIR A DIARREIA?
1. Beber apenas água segura. Se não há uma rede de água potável, pingar duas gotas de cloro por litro de água ou ferver durante três minutos.
2. Lavar cuidadosamente as mãos com água e sabonete, depois de ir ao banheiro, de trocar fraldas de bebês e antes de comer ou manipular alimentos.
3. Lavar frutas e verduras com água segura. Se forem consumidas cruas, deixar em um recipiente com água e um pouco de cloro durante 10 minutos e, depois, enxaguar com bastante água.
4. Consumir apenas alimentos bem cozidos ou fritos, preparados higienicamente. Não consumir peixes nem mariscos crus, ou alimentos preparados em vias públicas.
5. Manter os alimentos bem tampados e refrigerados, pois os micro-organismos podem ser transportados por insetos ou pó e se multiplicam rapidamente, especialmente na época do calor.
6. Alimentar as crianças com leite materno durante os primeiros seis meses de vida. Entre suas diversas vantagens, o leite materno fornece defesas contra infecções gastrointestinais.
7. Esterilizar mamadeiras diariamente. Despejar todo resto de alimento que fique nelas, lavar cuidadosamente com água e sabão ou detergente e esterilizar. Para tal, é suficiente fervê-las durante 10 minutos em um recipiente com bastante água limpa. Quando há diarreia, é muito importante ir rapidamente ao pronto-socorro, especialmente no caso de bebês ou crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Fonte: Ministério de Saúde da Argentina.

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